segunda-feira, 5 de outubro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Assassinos em massa

Há por esse mundo fora umas pseudo-virgens politicamente correctas ofendidas pela nova campanha alemã de luta contra a infecção pelo VIH. Argumentam que com isso se demoniza os seropositivos.
Curiosamente quando vi o spot pela primeira vez o que me veio à ideia foi a personificação do vírus num genocida, e não a imagem do seropositivo anónimo. Contudo, gostando-se ou não, ter sexo desprotegido com um seropositivo pode matar. Há alguma dúvida? Não é a pessoa que está em causa: é a doença mortal que pode transmitir.
E está tudo a falar do assunto. Óptimo. Nunca é demais.
domingo, 6 de setembro de 2009
sábado, 29 de agosto de 2009
O outro lado
Não tenho Twitter.
Não tenho Facebook.
Não tenho Hi5.
Não tenho avatar no Second Life.
E há quem tenha isso tudo. Coitados.
Não tenho Facebook.
Não tenho Hi5.
Não tenho avatar no Second Life.
E há quem tenha isso tudo. Coitados.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Cinco minutos de jazz

Depois da edição "em fascículos", à venda desde o início de Agosto a colectânea "Cinco minutos de jazz", comemorativa dos quarenta anos do programa de José Duarte (que, na verdade, se comemoraram em 2006, mas cá na terra é assim). O quádruplo CD está à venda nos sítios do costume por um preço ridículo. Quarenta músicas do melhor que há, produzidas entre 1917 e 1955. Esgotou a primeira edição, já vai pelo menos na segunda. Quem não comprar não sabe o que perde.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
SAG

A gripe é maçadora, mas pouco relevante. Está a servir para vender jornais e manter o povo distraído. Nada como poeira nos olhos. Sim, pode ser perigosa. Os acidentes na estrada são bem piores. E muitas outras coisas. Enfim, é um bom treino para quando houver uma epidemia de qualquer coisa verdadeiramente perigosa. Felizmente parece que ainda não vai ser desta.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Patrick Holford em Portugal
No mesmo Expresso que publica o excelente Nuno Crato, responsável por um dos mais consistentes combates pela literacia científica no nosso país, surge uma peça baseada no livro de Patrick Holford Optimum Nutrition for Your Child: Maximise Your Child's Potential: How to Boost Your Child's Health, Behaviour and IQ, que cá sai traduzido com o muito mais directo título Alimentação ideal para crianças inteligentes. (Na Única de ontem).
Holford é muito conhecido no Reino Unido, tendo publicado uma profusão de livros sobre alimentação e temas variados de auto-ajuda, sendo figura habitual nos media britânicos.
Sobre as teorias defendidas na peça do Expresso e no livro, vale a pena ler o que diz sobre o assunto David Colquhoun no seu sítio DC's Improbable Science, bem como seguir os seguintes sítios:
Holford é muito conhecido no Reino Unido, tendo publicado uma profusão de livros sobre alimentação e temas variados de auto-ajuda, sendo figura habitual nos media britânicos.
Sobre as teorias defendidas na peça do Expresso e no livro, vale a pena ler o que diz sobre o assunto David Colquhoun no seu sítio DC's Improbable Science, bem como seguir os seguintes sítios:
http://holfordwatch.info/
Desta, em particular, vale a pena ler a secção sobre mitos
de algum modo repetida neste sítio específico:
http://holfordmyths.org/
O livro de Ben Goldacre Bad Science dedica algum espaço a esta figura.
Numa flash interview que acompanha a peça do Expresso, afirma Holford, mesmo no final: "O suplemento de gordura essencial e de multivitaminas que uma criança precisa custa o mesmo que um cigarro". Patrick Holford está há muito ligado ao negócio da venda de suplementos vitamínicos.
Precisamos tanto dos livros deste senhor e dos suplementos por ele propagandeados como de uma praga de piolhos.
terça-feira, 30 de junho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
Bad Science - precisamos deste livro

Ben Goldacre é médico e colunista no The Guardian. Dedica-se, desde há alguns anos, a tentar elevar o nível de literacia científica do Reino Unido, tanto através da exposição acessível de noções elementares sobre o processo científico como através da desmontagem de fraudes, fantasias e pseudo-ciência em geral em que o factor comum é a manipulação do público para fins comerciais. Há cerca um ano publicou "Bad Science", com uma reedição este ano que inclui um capítulo então retido por ordem judicial (os visados, aparentemente, não gostavam do que era dito sobre eles. O texto integral desse capítulo está aqui).
Têm sido publicados ao longo dos anos excelentes livros sobre pseudo-ciência, medicinas alternativas, homeopatias, dietas sem fundamento, desintoxicações e depurações fictícias, agulhas e alfinetes e actividades correlatas. Este é o primeiro livro que, de uma forma estruturada, não só desmonta as falácias subjacentes a estas práticas como explica, de modo fundamentado e acessível, os mecanismos que levam a mente humana a deixar-se seduzir por tais irracionalidades, convicta, contudo, de que está a efectuar as escolhas certas. E não se fica por aqui: Goldacre explica em palavras simples como funciona o método científico, desmistificando a noção de que a ciência é uma actividade muito complexa, acessível apenas a mentes iluminadas. Desenvolvendo ele próprio actividade jornalística, Goldacre é ainda impiedoso para com o mau jornalismo científico, dando exemplos de situações em que esse jornalismo teve consequências para a população, quer em termos de ansiedade desnecessária, quer em termos de aumento objectivo de casos de doença.
Quem quiser ler o livro no original pode comprá-lo nos sítios online habituais. Enquanto esperam podem ler o Bad Science Manifesto. Pela minha parte, vou escrever à Gradiva, que será um dia reconhecida pelo contributo que há anos dá para a literacia científica nacional, para que traduza o livro urgentemente.
Têm sido publicados ao longo dos anos excelentes livros sobre pseudo-ciência, medicinas alternativas, homeopatias, dietas sem fundamento, desintoxicações e depurações fictícias, agulhas e alfinetes e actividades correlatas. Este é o primeiro livro que, de uma forma estruturada, não só desmonta as falácias subjacentes a estas práticas como explica, de modo fundamentado e acessível, os mecanismos que levam a mente humana a deixar-se seduzir por tais irracionalidades, convicta, contudo, de que está a efectuar as escolhas certas. E não se fica por aqui: Goldacre explica em palavras simples como funciona o método científico, desmistificando a noção de que a ciência é uma actividade muito complexa, acessível apenas a mentes iluminadas. Desenvolvendo ele próprio actividade jornalística, Goldacre é ainda impiedoso para com o mau jornalismo científico, dando exemplos de situações em que esse jornalismo teve consequências para a população, quer em termos de ansiedade desnecessária, quer em termos de aumento objectivo de casos de doença.
Quem quiser ler o livro no original pode comprá-lo nos sítios online habituais. Enquanto esperam podem ler o Bad Science Manifesto. Pela minha parte, vou escrever à Gradiva, que será um dia reconhecida pelo contributo que há anos dá para a literacia científica nacional, para que traduza o livro urgentemente.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Agora é que percebeu?
O Primeiro Ministro admitiu a exiguidade do orçamento para a cultura. Tardiamente, convenhamos. Naturalmente haverá muitos a puxar a brasa à sua sardinha favorita assinalando as falhas maiores. Para mim o criminoso afastamento de Paolo Pinamonti da Direcção do S. Carlos foi a que mais doeu, ainda por cima com a desgraça de temporadas que se lhe seguiram.
Sejamos optimistas. Como pior era difícil, probabilisticamente os tempos melhores deverão seguir-se.
(É mentira, claro. Podem piorar, e muito.)
Sejamos optimistas. Como pior era difícil, probabilisticamente os tempos melhores deverão seguir-se.
(É mentira, claro. Podem piorar, e muito.)
domingo, 14 de junho de 2009
sábado, 13 de junho de 2009
Da miséria que bate à porta
Isto é incrível, não é? Que cada um pense no que pode fazer para que isto não aconteça. E faça.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Da importância do exemplo
Não usemos os nossos heróis para nos desculpar. Usemo-los como exemplos.
António Barreto, nas comemorações do 10 de Junho.
António Barreto, nas comemorações do 10 de Junho.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Voo 447
Um arrepio fininho na espinha. Podíamos ter sido nós.
Segue-se a tentativa de distanciamento. Não há-de ser nada quando formos nós a voar.
O murro na alma dos que hoje choram deixará marcas definitivas. Não se sobrevive impunemente.
Segue-se a tentativa de distanciamento. Não há-de ser nada quando formos nós a voar.
O murro na alma dos que hoje choram deixará marcas definitivas. Não se sobrevive impunemente.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Das alfaces e outros vegetais
Uma chuva morna e regular inunda o tempo, os campos e as estradas, com a costumeira colheita de pára-choques amolgados. Aqui no posto de escuta reduz-se o movimento, ainda que vários dos indefectíveis não deixem de aparecer. Raros casos de neurose suína, felizmente, muito raros mesmo. Parece haver algum bom senso no ar, ao contrário de outros momentos de insanidade colectiva. A denominada crise parece também estar a incutir algum cuidado, uma certa falta de euforia, que apenas se continua a manifestar, imperturbável, no pseudo-entusiasmo histérico dos apresentadores dos programas das manhãs e tardes televisivas.
As alfaces, entretanto, vão sendo regadas. As barragens vão enchendo. Espero que as flores de cerejeira já estejam para lá da fase em que a chuva arruina a cereja. Já não vejo a Gardunha há demasiado tempo.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
Vasco Granja 1925-2009

Fica na nossa memória - pelo menos daqueles para quem o cinema de animação e a banda desenhada podem ser formas superiores de arte.
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