sábado, 28 de fevereiro de 2009

Vamos ter os Oasis em Portugal. Não estou impressionado. Banda chata, monótona, sem chama apesar das fitas recorrentes. Para complicar tiveram o azar de aparecer mais ou menos na mesma altura dos Radiohead e dos Blur, o que só ajudou a perceber onde se encontra o verdadeiro talento e onde está a palha. A minha consolação está em saber quem será ouvido daqui a vinte anos.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Disease mongering


Retirado daqui.

Agora que se inicia a campanha para deixar toda a gente, como de costume, morta de medo, de modo a que o governo não tenha a coragem de recusar a comparticipação da vacina contra o rotavírus (tal como aconteceu recentemente com a vacina contra o HPV) deixo alguns links sobre o que é hoje conhecido na comunidade internacional como disease mongering:

A definição na Wikipedia,

um conjunto de artigos sobre o assunto, e

dois textos de um dos mais lúcidos médicos e pensadores de Espanha sobre a vacina contra o HPV, aqui e aqui. O tema, aliás, tem sido pegado recorrentemente pelo MEMI.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A música vinda de dentro

Os Tindersticks voltaram a tocar em Lisboa. Não fui vê-los, mas bons amigos que lá estiveram fizeram-me o favor de me trazer um CD à venda lá - o mesmo concerto, gravado ao vivo, em Glasgow, no dia 5 de Outubro de 2008. Na jukebox aqui do lado fica o princípio do concerto. Não conhecer esta música é perder o espírito do tempo que vale a pena.
Obrigado, G e B.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Un jour on se trouvera



Frase sacada ao calhas da net. Um acidente linguístico.
Se tem um sentido, ignoro.

domingo, 25 de janeiro de 2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Não me consta que haja TGV na Noruega. Nem serão, provavelmente, organizadores de nenhum campeonato mundial de futebol. Invejo-os.
A tacanhez mental deste país deixa-me, por vezes, siderado. Não sei se é de estarmos mesmo nas berças da Europa, longe de tudo o que é civilizado, ou se é uma questão de Sul cultural. A verdade é que cada vez tenho menos paciência para estes primatas engravatados que nos entram casa dentro nos telejornais, com ar grave e a lentidão de quem profere pensamentos profundos - e que mais não fazem que balbuciar inanidades, devagarinho para poderem soletrar as ideias indigentes que produzem.

A minha primeira proposta política: a extinção imediata, sem indemnização para ninguém, da Federação Portuguesa de Futebol. Todos, imediatamente, para a rua. Não quero o dinheiro dos meus impostos gasto nesta alarvidade. Já chega.

sábado, 10 de janeiro de 2009



O país inteiro bate o dente e os telejornais abrem com os camiões encravados na IP4. Atiram-se bolas de neve de um lado para o outro. E, contudo, esta neve é risível por comparação com os países onde neva a sério.
Precisamos mesmo é de mudanças para nos sentirmos bem.
Austrália ou Havai eram duas boas hipóteses.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

domingo, 4 de janeiro de 2009

Ela anda aí


Gráfico consultável no sítio dos Médicos-Sentinela, aqui.

A gripe aí está. Vírus Influenza A, estirpe H3N2. Bicho conhecido, faz parte da vacina que foi dada nesta época, pelo que quem a tomou está safo ou, na pior das hipóteses, passará com uma gripe atenuada.

De recordar, contudo, que as constipações são causadas por mais que muitos vírus - e aí a vacina não tem efeito, que constipações e gripe não são a mesma coisa.

Dito isto, paracetamol, muitos líquidos, mezinhas domésticas a gosto e vapor de água. E repouso, que o vírus adora músculos e deixa os ditos em mau estado. E, por favor, NÃO TOMEM ANTIBIÓTICOS PARA TRATAR A GRIPE!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008


O melhor do fim do ano é que os dias estão, outra vez, a crescer. Por isso, mesmo com frio e chuva, vai haver mais luz daqui até Junho. E a luz faz muita falta.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Uma imperceptível alteração no trânsito sugere que as festas de Natal se aproximam. Apesar de, tecnicamente, ainda faltarem um dez dias, nota-se que já está tudo a fazer contas às rabanadas.
Somos seres de gostos simples. Ou seríamos, se não fosse uma invenção demoníaca chamada marketing.
A resolução da crise económica não está em arranjar comida para todos. Está em esfolarmos voluntariamente a pele para comprar o que, em boa verdade, não passa de lixo inútil. Os políticos chamam às medidas de coerção psicológica para que tal aconteça estimular o consumo.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Os mais novos não imaginam o que é ser velho. É algo que só se entende ao ver o ar de espanto nos olhos dos velhos que, um dia, já foram novos.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

As figuras que mais aparecem hoje nos telejornais: Paulo Bento e Mário Nogueira. Não devem falhar um desde há muito tempo.

Felizmente temos a BBC e a CNN para provar que há vida para além de Portugal.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Parece que a Byblos vai abaixo por falta de clientes, localização, etc.
Sejam quais forem as razões, dói sempre ver fechar uma livraria.

domingo, 16 de novembro de 2008

Novo sistema de música aqui ao lado, em modelo podcast. Cada nova entrada terá provavelmente a ver com cada novo post, mas tem a vantagem de funcionar como arquivo de coisas anteriores.
A música é demasiado importante para ser deixada ao acaso.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Passei hoje algum tempo em transportes públicos. Raramente os uso. Não há mérito nem demérito neste facto, é apenas um facto. Levei um livro e li todo o tempo. Deu para alguns capítulos. À minha volta a esmagadora maioria limitava-se a olhar o vazio. Alguns mais jovem demoliam os tímpanos com phones. Na minha estimativa perdem-se muitos milhões de horas em transportes públicos que poderiam ter um excelente aproveitamento: ler.

A culpa não é toda das pessoas, que a cultura de imbecilização vigente ajuda, e muito. Mas a culpa também é delas.
(E não me digam que é do preço dos livros. Quantos ali dentro terão plasmas em casa? Eu não tenho. Nem lhe sinto a falta).

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Uma profissão bem paga e satisfatória intelectualmente.
Uma profissão mal paga e muitíssimo mais satisfatória intelectualmente.
Impossível conciliar as duas sem comprometer a sanidade mental.
Há escolhas complicadas. Se bem que a crise na banca aponte o caminho racional.
O problema é a provável sobrestimação da racionalidade.